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Todos os Judeus terão que se converter?

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Todos os Judeus terão que se converter?

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Na verdade existem três linhas de raciocínio dentro deste tema entre os debatedores evangélicos, vamos ver:

1 – Todos os Judeus teriam que se converter antes da tribulação?
2 – Todos os Judeus descendentes de Abraão serão convertidos?
3 – Todos os Judeus que estiverem vivos depois da grande tribulação serão salvos?

 

A primeira pergunta existia a mais tempo, por volta de 1980 ou antes, já a segunda parece ser uma correção da primeira que originou o assunto. E a terceira surgiu por causa da dificuldade que eles tiveram de entender o motivo de se arrebatar judeus aos céus, visto que eles ainda não “aceitaram a Jesus” – segundo a linha de raciocínio das igrejas evangélicas. Estas três perguntas divagam no pensamento desses pastores e eles não conseguem encontrar uma resposta única para esta discussão, sendo que, cada um mantendo uma opinião isolada para este debate.

Vamos falar dessas perguntas na ordem em que elas foram surgindo através dos anos atuais. Analisaremos as duas primeiras por serem mais antigas, e por último a terceira sendo mais recente. Vamos falar antes um pouco da intimidade, um exemplo de como as pessoas enxergam o debate sobre uma determinada doutrina, seja ela qual for. O evangélico de nome Marco me disse certa vez: “A Inquisição ainda existe no nosso meio? Sim, infelizmente, o que mais vemos no meio chamado cristão é a própria heresia de dizer: “. . . minha denominação é certa e a sua errada. . . só a minha salva. . . Vocês não são meus irmãos, são primos condenados às trevas e tal. Esta mesma intolerância religiosa é que foi a mola mestra da Inquisição”. Concordei com ele e também acho que a “inquisição” é um grande mal. Ninguém hoje está obrigado a seguir uma determinada religião, todos tem a liberdade de seguir suas crenças, mesmo que elas estejam totalmente erradas.

Concordei com ele também que por existir várias denominações religiosas – que muitas vezes se contradizem umas com as outras – não obriga o indivíduo a “acusar” ou tentar escarnecer da crença alheia. Embora muitos gostem do ecumenismo, porque num mês esta em uma denominação e seis meses depois já se encontra em outra e assim girando igual a um carrossel trocando de cavalos (igrejas), acaba fazendo isso por livre e espontânea vontade. A evangélica de nome Danielle admitiu: “Quando estou em outra cidade vou na igreja mais próxima de onde eu estiver ou vou cada dia em uma diferente”. Na verdade, com algumas exceções, ninguém é obrigado a seguir o ecumenismo, que, além disso, é condenado pela Bíblia. Notem:

1 – Só um caminho, estreito, poucos o acham – Ef 4:4-6; Mt 7:13,14.
2 – Ordem de separar-se – 2Ti 3:5; 2Co 6:14-17; Apocalipse 18:4.
3 – Alerta que doutrinas falsas contaminam – Mt 16:6,12; Gál 5:9.

O evangélico Marco desabafou comigo: “Não que vamos concordar com todas as religiões e crenças e pregar o ecumenismo irrestrito, absolutamente, não!” O evangélico Sidney Moreira escreveu: “Basta observar os cultos da maioria das igrejas evangélicas, que estão se esvaziando ou enchendo. Tudo depende de quem vai pregar. . . Se for um pregador “famoso“ a igreja lota. Se for um obreiro da própria igreja ou alguém desconhecido, a igreja fica vazia. . . É triste e lamentável!” Outro evangélico, Jais Pdas, escreveu: “Existem zilhões de igrejas, com correntes diferentes, com linhas de pensamentos diferentes. . . a adoração (a forma de adorar) é diferente! isto causa algum constrangimento, indignação, critica, confusão?”

Se todas as denominações estivessem corretas, a Bíblia estaria mentindo quando disse haver um só “caminho”. (Ef 4:4-6) Mas aspectos inquisitivos ainda são muito vívidos no nosso meio. Everton Peron Chemp, evangélico, acusou: “Existem muitas seitas que usam a bíblia para justificar suas heresias. . . como as Testemunhas de Jeová.” Por que este desentendimento acontece? Por causa de discordâncias em se entender a Bíblia, que ironicamente é uma biblioteca de livros que não se contradiz! Satirizando isto de maneira coerente, o pastor Everton Gianordoli Filho escreveu: “Tenho um pastor amigo meu que diz há “pastores“ chamados e existem alguns assobiados!” Na verdade o problema não são as Testemunhas de Jeová, e as pessoas sinceras sabem disso.

O Evangélico Everton Chemp ainda frisou: “Se temos dúvidas se algo é da vontade de Deus ou não; o primeiro passo é saber se esse algo está de acordo com a Palavra de Deus!” Será que ainda temos liberdade fora dessa camuflada “inquisição” para podermos falar? Se temos, faremos com os olhos da Bíblia somente deixando de lado opiniões pessoais? A Bíblia é uma obra de fácil entendimento, são os homens em suas virtudes egoístas que complicam e causam confusão, como argumentou o evangélico Jais Pdas. – Veja 1 Coríntios 14:33.

É corrente entre muitos membros da cristandade que todos os judeus teriam de se converter antes que venha o grande dia de Adonai (Jeová) (Mal. 4:1,2), para introduzir Cristo como rei reinante no governo milenar. (Apo. 20:6) Mas será que é realmente assim, não seria mais uma confusão? O texto mais usado pelos os que apoiam esta ideia é de Romanos 11:25,26. A passagem diz: “Pois não quero, irmãos, que sejais ignorantes deste segredo sagrado, a fim de que não sejais discretos aos vossos próprios olhos: [A versão de Figueiredo verte: Para que não sejais sábios em vós mesmos] que a obtusão das sensibilidades aconteceu em parte a Israel, até que tenha entrado o pleno número de pessoas das nações [A Bíblia de Jerusalém verte: Até que chegue a plenitude dos gentios] E desta maneira é que todo o Israel será salvo”. – Novo Mundo.

Note que a salvação de “todo o Israel” se dá, não mediante a conversão de todos os judeus, mas pela ‘entrada’ de pessoas das nações gentias. Desse modo, é a totalidade dos até então já convertidos, mais a chegada de pagãos recém-conversos, que poderíamos passar a dizer: “Então Israel em peso será salvo”. (Ro. 11:26, Centro Bíblico Católico) Para chegarmos a um entendimento correto do que se acha registrado em Romanos 11:25,26, precisaríamos considerar também o que foi dito antes em Romanos 2:28,29: “Porque não é judeu aquele que é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que é no intimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito”. E também: “Nem todos os que procedem de Israel são realmente Israel”. – 9:6.

Muitos pensam que são os judeus naturais da atualidade o povo escolhido de Deus. Essa é uma crença que muitos judeus guardam consigo. A Encyclopaedia Judaica diz: “O POVO ESCOLHIDO: termo usualmente empregado para designar o povo de Israel; expressa o conceito de que o povo de Israel goza de especial e exclusiva relação com a deidade universal. Esta tem sido a ideia fundamental através da história do pensamento judaico.” (Note Deut. 7:6-8; Ex. 19:5) Joel Chernoff é o líder da Aliança Judaica Messiânica da América. Em entrevista recente ao The Jewish Journal, ele afirmou que existem hoje cerca de 800 congregações judaicas messiânicas no mundo. Considerando que em 1967 ainda não existia nenhuma, ele diz: “O judaísmo messiânico é a corrente judaica que cresce mais rapidamente desde 1967?. Ele calcula que existem mais de um milhão de judeus messiânicos: “Os judeus estão-se tornando crentes”, disse Joel Chernoff, referindo-se a Jesus.

O site evangélico Gospelprime, por Jarbas Aragão, publicou com entusiasmo: “Essa aproximação e crescimento, segundo o movimento messiânico eram previstas. A conversão recente de tantos judeus ao Messias Jesus é mais um sinal evidente de que as promessas de Adonai [Deus] para o Seu povo estão se cumprindo nestes últimos dias. O Senhor prometeu que muitos se iriam voltar para Ele, formando o “remanescente” para o qual o Messias muito em breve virá!” Muitos na cristandade pensam da mesma forma. A coluna religiosa do Jornal e Constituição (22/01/83), de Atlanta, EUA, dizia: “Ao contrário do ensino secular das igrejas de que Deus ‘rejeitou seu povo Israel’, substituindo-o pelo ‘novo Israel’, ele [Paul M. Van Buren, teólogo da Universidade Temple, de Filadélfia, EUA] diz que as igrejas afirmam agora que ‘o pacto entre Deus e o povo judeu é eterno. Esta surpreendente reversão tem ocorrido entre protestantes e católicos, e em ambos os lados do Atlântico’”.

O Jornal Times de Nova Iorque (06/02/83) acrescenta: “Há uma fascinação da parte da direita evangélica com Israel e uma crença de que tudo o que Israel faz precisa ser apoiado, porque Deus está do lado de Israel”, disse Timothy Smith, professor de teologia da Universidade de Johns Hopkins, que é Evangélico Metodista”. Alguns na cristandade esperam a conversão e a derradeira salvação de todo o Israel natural. Outros adotam os conceitos de que sempre houve um vínculo inseparável entre Deus e Israel, concluindo assim que somente os gentios devem reconciliar-se com Deus mediante Cristo.

O líder da Aliança Judaica Messiânica comentou que a crescente aproximação atual entre a cristandade e o judaísmo, depois de quase 2.000 anos de ‘inimizade entre eles’, que estão divulgando o chamado que Deus permanece fiel à Sua aliança inicial com Israel, e que a profecia bíblica continua sendo cumprida através do povo de Israel que estão vivendo na terra prometida. É claro que Joel Chernoff iria se aproveitar desta doutrina evangélica para promover sua igreja. O que comprova esta ideia é que os judeus messiânicos não se afiliaram as igrejas da cristandade, eles fundaram uma nova religião! E o mais estranho é que a cristandade acha tudo isso normal, como destacou o site evangélico Gospelprime. Quando eles notam que seus adeptos estão se convertendo aos judeus messiânicos mudam de discurso e partem para as criticas e ofensas. O comentário mais ouvido entre os pastores evangélicos é “estão querendo pescar no nosso aquário!”

Considere: Após o exílio babilônico, quando Israel foi restaurado na sua terra o povo devia restabelecer a adoração verdadeira na sua terra concedida por Deus. Um dos primeiros projetos empreendidos foi a reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém. Não obstante, desde a destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70 EC (D.C.), o templo jamais foi reconstruído. Em vez disso, no local do antigo templo há uma mesquita muçulmana. Com a tomada de Israel pelos muçulmanos no século VIII, foram construídas no local duas mesquitas, a de Omar (domo da Rocha) e Al-Aqsa. Se os judeus, que afirmam estar sob a Lei mosaica, estivessem atualmente em Jerusalém qual povo escolhido de Deus, não teria reconstruído o seu templo de adoração? Muitos ainda esperam sentados!

Porém, os judeus que afirmam estar sob a Lei Mosaica, planejam reconstruir o templo de qualquer modo. A autoridade islâmica Azam Al Hatib disse em sua defesa: “Houve reuniões de lideres muçulmanos, que pediram uma guerra santa, uma Jihad, para libertar Al-Aqsa [Monte do Templo]. Se eles [os judeus] destruírem a Al-Aqsa, a guerra santa vai começar aqui, para conseguirmos a libertação. . .” A campanha em favor da reconstrução do templo continua com o apoio moral de várias religiões.

O Rabino e escritor Isaac Goldstein disse: “Os planos existem, e são muitos! Existem lugares em Jerusalém onde já estão fabricando as talhas, e ensinando nas escolas . . . para estudos judaicos onde os alunos aprendem as diferentes leis do sacrifício relacionado com o templo. Estão se preparando para serem sacerdotes . . . pois quando chegar a hora, poderão servir a Deus no templo.” Depois de uma grande descoberta de ouro em junho de 2015 em Israel, o Rabino Yehuda Glick, diretor executivo do Instituto Monte do Templo em Jerusalém, disse: “Esperamos usar o ouro na construção do Terceiro Templo. Queremos usar esse ouro para fazer todos os utensílios necessários para o serviço [sacerdotal]. . . Estamos ansiosos para este grande dia!”

O Site evangélico Gospelprime (22/06/2015) noticiou: “Todas as vezes que religiosos judeus começam a falar sobre o Terceiro Templo, isso implica em retirar do Monte duas mesquitas sagradas para os muçulmanos que estão atualmente no local. Os rumores já geraram uma ameaça de guerra.” Para a maior parte da cristandade, o surgimento do Anticristo e a salvação de todos os crentes depende da restauração do templo e dos sacrifícios através de uma grande disputa messiânica. Ricardo Mariano, professor de sociologia da Universidade de São Paulo (USP), também aponta a conexão teológica das igrejas evangélicas com o judaísmo, através da ênfase no Antigo Testamento. Robson Rodovalho, bispo fundador da igreja Sara Nossa Terra, diz que os judeus são “queridos e protegidos pelos evangélicos; em orações e em posicionamentos pró-Israel”.

E sobre a Palestina? O blogueiro Pablo Gomes opinou: “Cristãos evangélicos serão responsáveis novamente por patrocinar crimes de guerra, violações de direitos humanos, torturas e racismo contra milhares de pessoas na Palestina (atitudes condenadas pela Bíblia), que inclusive atinge também cristãos palestinos que vivem na região . . . É muito mais fácil cometer crimes disfarçados de religiosos que andam com uma Bíblia debaixo do braço (. . .) Quem ainda continua acreditando que o mito de Israel é uma profecia religiosa, infelizmente, são os milhares de cristãos evangélicos . . . Os cristãos evangélicos não são apenas alienados, são incompetentes para ler fatos, interpretar dados, compreender a realidade, inclusive do mundo a sua volta.”

Mas estaria o Senhor Jesus apoiando este ensino religioso político? Mateus 21:42,43 diz: “Jesus disse-lhes [aos principais sacerdotes e aos anciãos dos judeus em Jerusalém]: Nunca lestes nas Escrituras: “A pedra que foi rejeitada pelos construtores é a que se tem tornado a principal pedra angular. Isto procede de Jeová e é maravilhoso aos nossos olhos”? É por isso que vos digo: O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos”. Mateus 23:37,38 verte: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados. . . Quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada”.

Mesmo assim, a teóloga evangélica Raquel Fragoso defende: “E então todo o Israelita que tiver sobrevivido depois do período da grande tribulação, verá o Messias que é o Cristo a quem transpassaram e se envergonharão, e chorarão, e farão um grande luto, pelo que fizeram a Jesus Cristo. . . cada tribo de Israel lamentará com arrependimento profundo o fato de terem transpassado o filho de Deus, porém agora como Cristo está ali diante deles e veio para reinar no milênio, o próprio Deus os perdoa e libera-os para que festejem.” Nos vem a mente: os judeus que perseguiram a Jesus e foram convenientes com o seu assassinato por Roma já não estavam todos falecidos? Sim, estavam! Dizer agora que Israel ou os judeus lamentarão a execução de Jesus é acusar a nova geração de israelitas de assassinato! Sim, se aquela geração já não existe, e dizer que agora que “Deus os perdoa e libera-os para que festejem” é assumir com clareza o antissemitismo!

A Enciclopédia Wikipédia explica: “Antissemitismo é o preconceito ou hostilidade contra judeus baseada em ódio contra seu histórico étnico, cultural ou religioso.” Por assim dizer, culpados e ao mesmo tempo desculpados, segundo pregadores, da morte de Cristo. Quid pro quo! Esta é uma expressão latina que significa “tomar uma coisa por outra”. Como assim? Eles pensam assim: – vamos assumir por um instante o antissemitismo e logo depois, sem ninguém notar, vamos dizer que Deus perdoou todo o Israel carnal e faremos um final feliz, todos juntos, evangélicos e judeus! Porém, o pacto de Deus com Abraão não garante que os judeus continuam sendo o povo escolhido de Deus. Além de ser um grande disfarce de professos cristãos, não combina com os ensinos da Bíblia.

Não se fala em judeus carnais sendo predestinados a salvação, pois “não há nem judeu nem grego”; e por isso não se refere a uma raça específica a ser salva. Note o que diz Gálatas 3:27-29: “Todos vós, os que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vós sois em união com Cristo Jesus. Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa”. Desse modo, do ponto de vista de Deus, pertencer à linhagem de Abraão não é fator determinante para se fazer parte da descendência de Abraão, ou ser predestinado a salvação no fim dos tempos.

E para aqueles que acompanham os jornais, há uma grande resistência por parte dos Judeus ortodoxos, que temem que grupos de “judeus convertidos” tentem usar essa proximidade (de salvação ecumênica) para converter os judeus naturais ou forcem uma unificação teológica entre judaísmo e cristandade, proposta que consideram absurda! E aos olhos da Bíblia, isto também é um absurdo! Êxodo 19:5 diz: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra.” Note que Jeová impôs uma condição, “guardardes meu pacto”! Como vemos, ele não foi guardado.

O último versículo de Isaías 53 é uma clara referência a Jesus Cristo que foi proibido de ser ensinado no ensino fundamental nas escolas israelenses, e os rabinos o proíbem com grande rigor! O versículo 12 diz: “Porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos. . .” (Almeida) Mesmo assim a teóloga evangélica Samuele Bacchiocchi defendeu a tese dizendo que Jesus estava não só protegendo seus apóstolos, mas também, “o Israel nacional”. Afirmam, por causa disso, que os acontecimentos atuais em Israel são cumprimento de uma “profecia” – embora não exista base bíblica para isso.

Ezequiel 37:21,22 diz: “Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Vou tirar os filhos de Israel do meio das nações para onde foram; vou reuni-los de todas as partes e os levarei para o seu solo. Farei deles uma nação única, na terra, nas montanhas de Israel: um rei único será o seu rei de todos eles”. (Católica Teb) Porém, Israel atualmente não é uma nação sob domínio de um rei da linhagem de Davi. É uma república! Como deve então ser encarado os acontecimentos no atual “Israel nacional”? Meramente como parte da marcha dos acontecimentos globais. Estes incluem guerra, anarquia, o esquecimento do amor humano e a busca de poder e dinheiro. Não é esta a costumeira atitude das nações da Terra? – Mat. 24:7,12; 2Tim. 3:1-5.

Isaías 2:2-4 verte: “E acontecerá, nos últimos dias, que se firmara o monte da Casa do Senhor no cume dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, a casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andaremos na sua veredas. . . Converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear” (Almeida). No entanto, na Jerusalém atual, no lugar do antigo templo não há nenhuma “casa do Deus de Jacó”, mas em vez disso, uma mesquita muçulmana. E não há nenhum esforço da parte de Israel ou de seus vizinhos no sentido de ‘converterem as suas espadas em enxadões’ (em arados). Para sua sobrevivência, dependem de seu preparo militar e armamentos.

Isaías 35:1,2 diz: “O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio ele florirá. . . será vista a gloria do Senhor e a magnificência de nosso Deus.” (Centro Bíblico Católico) Sim, notáveis projetos de reflorestamentos e irrigação foram empreendidos com bom êxito em Israel. Mas os seus lideres não atribuem credito ao Senhor Deus. Conforme um ex-primeiro ministro, David Ben-Gurion, disse: “Israel está determinado. . . a vencer o deserto e fazê-lo florescer pelo poder da ciência e do espírito pioneiro, e a transformar o pais num baluarte de democracia”. Zacarias 8:23 verte: “Naqueles dias, dez homens dentre todas as línguas das nações agarrarão, sim, agarrarão realmente a aba da veste dum homem judeu, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco”. – Novo Mundo.

A que Deus se refere esta profecia de Zacarias? No hebraico o seu nome (YHWH comumente traduzido Jeová ou Javé) aparece 130 vezes só neste livro das Escrituras Sagradas. Hoje em dia, quando alguém usa este nome, será que as pessoas concluem que é judeu? Não; pois durante séculos, a superstição fez com que o povo judeu como um todo se refreasse de sequer pronunciar o nome pessoal de Deus. O reavivamento do interesse religioso com relação a Israel atualmente não cumpre essa profecia. A Wikipédia, A Enciclopédia Livre, diz: “Adonai é também o substituto perpétuo para o Tetragrama YHWH, nome divino que não deve ser pronunciado, segundo a tradição judaica.” Veja que Jesus pensava diferente: “Tenho feito manifesto o teu Nome aos homens que me deste do mundo. . .” – João 17:6.

O jornalista Roi Tov revela: “Estou colocando ênfase no comportamento e nas atrocidades dos israelenses em Gaza. Hoje eu quero tocar no assunto de um ângulo diferente e perguntar, por que o mundo cristão aceita que esses bárbaros crimes possam ser cometidos por Israel?” Evidente que o Israel natural rejeitou ser restaurado. Estão interessados em praticar a justiça? Roi Tov publicou em outra matéria: “A maioria dos israelenses não entendem o conceito de leis ilegítimas. A lei pode passar por todo o processo tedioso de legislação. Pode ser aprovado pelo Comitê de Legislação. . . Ela pode ser publicada e posteriormente, ser brutalmente executada por funcionários públicos. Tudo pode parecer “kosher” no papel, e ainda, a lei pode ser ilegítima, exigindo desobediência automática do público. Nenhum governo poderia aprovar uma lei que viola os direitos humanos, que é um Direito Internacional desde 1994.” Evidente que o Israel natural rejeitou ser transformado – neste ponto concordam todos os teólogos da cristandade.

Finalmente, entre quem se cumprem hoje as profecias sobre a restauração de Israel? Gálatas 6:15,16 diz: “Nem a circuncisão é alguma coisa nem a incircuncisão, mas sim uma nova criação. E todos os que andarem ordeiramente segundo esta regra de conduta, sobre estes haja paz e misericórdia, sim, sobre o Israel de Deus”. Portanto, não mais se conclui quem é “o Israel de Deus” à base de se ele cumpre o requisito imposto a Abraão para que todos os varões em sua casa se circuncidassem. Antes, conforme declarado em Gálatas 3:26-29, aqueles que pertencem a Cristo e são filhos de Deus gerados pelo espírito é que ‘são realmente descendente de Abraão’.

Jeremias 31:31-34 verte: “’Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou concluir um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá. . . E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um a seu irmão, dizendo: “Conhecei a Jeová!” Porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles’, é a pronunciação de Jeová”. Este novo pacto foi feito com os leais seguidores de Jesus Cristo a quem se estendeu a esperança da vida celestial, e não com a nação do Israel natural. Ao instituir a comemoração de sua morte, Jesus deu a esses seguidores um copo de vinho e disse: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue”. – 1Cor. 11:25.

Apocalipse 7:4 diz: “Ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel”. No entanto, nos versículos seguintes, menciona-se a “tribo de Levi” e a “tribo de José”. Estas tribos não eram incluídas nas listagens das 12 tribos do Israel natural. O evangélico José Flávio, confuso ao se deparar com isso, perguntou: “As tribos de Israel citada no primeiro texto de Apocalipse 7:4 não seria uma nova forma de organização do povo de Deus escolhidos da terra?” Não, não seria um novo povo da “terra”, ou seja, não no sentido carnal, como questionou. Daí em diante esta confusão se espalhou em várias igrejas que se denominam cristãs.

É de interesse notar que, embora se diga que a selagem seria “de toda a tribo”, as tribos de Dã e de Efraim não são mencionadas – compare com Números 1:4-16. Refere-se aqui ao Israel espiritual de Deus, aos que, segundo mostra Apocalipse 14:1-3, tomarão parte no reino celestial com Cristo. Hebreus 12:22 diz: “Vós vos chegaste a um monte Sião e uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos.” Desse modo, os verdadeiros cristãos atentam para a “Jerusalém celestial”, não para a terrestre (nacional), para o cumprimento das promessas de Deus. É aqui que o povo evangélico TROPEÇA, em virtude de teologias desencontradas – como defendeu a teóloga evangélica Samuele Bacchiocchi, que dá total apoio ao “Israel nacional”. – Leia Colossenses 2:8.

Não é só necessário que todos os gentios depositem fé em Jesus para serem salvos, como também para os judeus atuais. Isaías 53:1-12 predisse a morte do Messias que ‘levaria os pecados de muitos e faria intercessão pelos transgressores’. Daniel 9:24-27 associou a vinda do Messias e sua morte com “extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados”. (Almeida) Ambas as passagens mostram que os judeus necessitavam tal intercessão e perdão, já naquela época. Poderiam rejeitar o Messias e esperar ter hoje a aprovação Daquele que o enviou? Atos 4:11,12 diz: “[A respeito de Jesus Cristo, o apóstolo Pedro foi movido por espírito santo a dizer aos governantes e anciões judeus de Jerusalém:] Esta é ‘a pedra que vós, construtores, não foi levada em conta, que se tornou a principal do ângulo’. Outrossim, não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos”.

Embora a nação do Israel natural não mais goze do favor especial de Deus, há oportunidade para os judeus individuais, assim como para pessoas de todas as nações – incluindo católicos, evangélicos e muçulmanos -, beneficiarem-se da salvação que se torna possível por meio de Jesus, o Messias. É por isso que o apóstolo Paulo podia dizer: “Se serem lançados fora significa reconciliação com o mundo, o que significará o acolhimento deles [dos judeus individuais], senão vida dentre os mortos?”. (Rom. 11:15) De acordo com o livro de Apocalipse, o número de membros desta nação espiritual é limitado a 144.000. O apóstolo João escreveu: “Ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel.” – Apo. 7:4.

Isto simplesmente não se pode referir ao Israel segundo a carne. Sabendo que a revelação lhe foi manifesta em “sinais” (Apo. 1:1; Bíblia de Jerusalém) e que Jeová Deus tratava com a nova nação do “Israel espiritual”, João deve ter entendido que a referência a “toda tribo dos filhos de Israel” em “sinais” era simbólica. Outras bíblias, como a evangélica João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida e a católica Ave Maria, omitem a palavra “sinais” que acabou forçando uma interpretação vulgar de forma literal de Apocalipse (grego: Revelação) deturpando o seu entendimento! O texto grego de Apocalipse 1:1 apresenta a seguinte leitura:

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E apresentou por sinais tendo enviado por intermédio de seu anjo ao seu escravo João.

Sobre “sinais” observe o que diz o Pulpit Commentary: “Por sinais. Jesus Cristo apresentou por meio de sinais, i.e. tornou conhecida por meio de símbolos e figuras, as coisa que tem de ocorrer. “Por sinais” (?????????) é característico de São João, para quem as maravilhas são “sinais” (??????) de verdades divinas.”

Até que se execute tal julgamento Divino na “grande tribulação” (Mat. 24:21), tanto judeus como não-judeus têm a oportunidade de ficarem reconciliados com Deus. Os membros do “Israel espiritual”, ainda na terra, e uma “grande multidão” de outros servos devotos de Jeová Deus e de seu Filho Jesus Cristo sobreviverão à execução do julgamento. (Apo. 7:2, 3, 9-17) Dizer que Deus poupara nações belicosas que se protege por detrás de maquinas de guerra e fazem uso delas para seus interesses humanos e carnais é um desvio do que foi revelado por Deus! Note o que disse a pregadora Raquel Fragoso em defesa dos evangélicos em seus devaneios: “Jesus protege Jerusalém de ser exterminada.” Na verdade esta falsa profecia não está na Bíblia. A salvação continua sendo individual: “Mas aquele perseverar até o fim será salvo.” – Mat. 24:13.

Deus protege pessoas sinceras que o adoram em “espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem.” (João 4:23) Assim será salva toda a nação do “Israel espiritual”; nada impedirá que aquela nação tenha seu número completo de membros. Visto que Romanos 11:26 diz que “todo o Israel será salvo”, significa isso que se espera a conversão de todos os judeus por meio de Abraão? Isso já foi provado que não é verdade! Esta doutrina é claramente uma deturpação da Bíblia! E sobre a mais recente pergunta sobre o tema? A teóloga Raquel Fragoso argumenta: “Todos os judeus que estiverem vivos depois da grande tribulação certamente serão salvos.” O livro A Bíblia Apostólica que a evangélica usa, foi produzida com anotações do Apóstolo Estevam Hernandes e a Bispa Sonia Hernandes, os mesmos que foram acusados de lavagem de dinheiro e que foram flagrados no Aeroporto de Miami, na Flórida, com US$ 56 mil em dinheiro não declarado. Escondiam o dinheiro em uma Bíblia oca de fundo falso . . .

No mais, sobre a questão “judeus que estiverem vivos depois da grande tribulação”, é uma nova adaptação das duas primeiras perguntas, porque tenta resolver a questão do “arrebatamento” de judeus não convertidos, ou daqueles que não querem voltar a adorar o verdadeiro Deus Jeová dentro de seus padrões – dentro do cristianismo verdadeiro representado pelo seu “

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“. (Mateus 24:3, 45; Marcos 13:3, 4) No entanto, a opinião de terem que sobreviver a uma grande tribulação para “assumirem seus erros em lamento”, não é o conceito da Bíblia porque Deus não coloca ninguém a prova para ser salvo: “Ninguém diga: “Estou sendo provado por Deus.” Pois, por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém.” – Tiago 1:13.

Observe o que disse o presidente do Estado de Israel, Reuven Rivlin: “Chamas engoliram nosso país! Chamas de violência, chamas de ódio, chamas de 

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. Chamas que permitiram derramamento de sangue em nome do Torá, em nome da lei, em nome da moralidade, em nome do amor pela terra de Israel”. Sendo assim, pode todos os judeus vir a aceitar o verdadeiro cristianismo divulgado pelo mundo “de casa em casa”? (Atos 20:20) Sem dúvida que sim, mas isso nos parece bem estranho, pois o sacrifício de animais em nome de Adonai voltou a ser praticado por eles.

Nota: As Traduções, Bíblia de Jerusalém e a Tradução do Novo Mundo, vertem em Apocalipse 1:1 “sinais” corretamente, demonstrando o ensino em sentido simbólico. A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é distribuída pelas Testemunhas de Jeová.

Fernando O Cézar

 

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