Jump to content

I want see you in paradise

Existe “o portal da eternidade”?

Topic Summary

Created

Last Reply

Replies

Views

1
81

Top Posters


Recommended Posts

Existe “o portal da eternidade”?

Blue_Portal.png

Jamierson Oliveira.jpg

Jamierson Oliveira

O missionário evangélico Jamierson Oliveira, em uma entrevista na TV, ensinou sobre um “portal da eternidade” onde a consciência dos mortos “aguardam” no além-túmulo. Mas este conceito é espírita (ocultismo). (Ver Apocalipse 22:15) Para recuperar o ensino da imortalidade da alma – quando a doutrina já tinha sido desmentida pelas Testemunhas de Jeová -, passaram a dizer que de fato existe uma outra dimensão onde a consciência do morto continuaria ativa. Porém, Eclesiastes 9:5 já dizia que os mortos “não sabem mais nada”. (Bíblia Ave Maria) Dizem que o corpo da pessoa morta fica no qéver (sepultura ou túmulo; Gên. 23:4; 1Rs 13.30) e uma “consciência ativa” – psique ou alma vivente – desce ao seol (hades ou inferno) mantendo a pessoa morta ainda viva. Mas, de acordo com a Bíblia, a alma que é a pessoa com vida deixa de estar viva na morte. O sr. Jamierson Oliveira e seus amigos pastores evangélicos adotaram o conceito não bíblico da imortalidade da alma que vem da tradição pagã platonista – do filósofo grego Platão.

O hebraico não diferencia maiúsculas de minúsculas, por este motivo, seguindo o contexto bíblico, na Bíblia Novo Mundo (publicada pelas Testemunhas de Jeová), quando a palavra “sepultura” (qéver) é grafada em letras minúsculas, refere-se ao espaço físico onde alguém é sepultado. Quando se usa inicial maiúscula para “Sepultura” (seol), refere-se à sepultura comum da humanidade. Em Atos 2:31, diz: “Davi falou da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no hades, nem a sua carne viu a corrupção.” (Almeida Atualizada) Vemos que o hades (seol) recebeu a alma ou a pessoa morta de Jesus. A pessoa sem vida de Jesus não foi “no hades” esquecida por seu Deus, pois ele depois de morto por três dias foi ressuscitado recebendo de volta sua alma ou vida como ser vivente. (Mat. 12:40) O hades é o equivalente em grego de seol do hebraico. A comparação abaixo torna isso claro:

Salmos 16:10: “Porque não deixarás a minha alma no Seol. Não permitirás que aquele que te é leal veja a cova.”

Atos 2:27: “Porque não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que aquele que te é leal veja a corrupção.”

Como vimos, o Hades é o equivalente a Sepultura, o mesmo que “cova”. (Nova Bíblia Viva, página 606) O homem é uma alma vivente é pode ser entendido como um “corpo psíquico”. Observe: “Alma vivente: em grego esta expressão forma um jogo de palavras com o termo “corpo psíquico”.” (Bíblia Ave Maria, página 1480) O Dicionário Michaelis diz sobre psíquico: “Relativo à psique, à alma ou ao psiquismo.” E sobre psiquismo diz: “Conjunto das características psicológicas de um indivíduo.” Essa pessoa ou indivíduo expressa uma psicologia, ou seja, uma manifestação mental ou comportamental através da sua mente ou cérebro. Esta manifestação mental continuaria a existir depois da morte como uma “consciência ativa”? Não. É natural aceitar que na morte, o homem perca a sua capacidade psíquica – sua capacidade de pensar e de se expressar -, “entrando” no que a Bíblia chama de “hades” (ou inferno) que é uma condição de “silêncio da morte”.

“Pois na morte não há menção de ti; na Sepultura, quem te louvará?” – Salmos 6:5

“Os mortos não louvam a Jah; nem os que descem ao silêncio da morte.” – Salmos 115:17

O homem sendo uma alma ou um ser psíquico, ao morrer não se desprende dele algo consciente como se fosse um fantasma, mas a sua psique (sua alma) fica reduzida ao “silêncio da morte”. Muitos também pensam que um espirito ou “substância” carregaria algo consciente depois da morte. Sabemos que Deus “soprou” no nariz do primeiro homem Adão dando-lhe vida. (Gên. 2:7, Almeida) Por isso que, Jeová soprou e deu fôlego ou força da vida ao homem, o “ruach; espírito, vento, fôlego”. – Almeida Plenitude, página 376.

O espírito que ativa a vida no homem é a “energia criadora de Deus.” (Bíblia de Jerusalém, página 1842) Nada consciente vai para o Céu, a Bíblia diz simplesmente que “o sopro de vida retorne a Deus que o deu”. (Ecl. 12:7, Bíblia Ave Maria) Este “sopro de vida” é o espírito ou a força da vida na alma vivente. No caso de Jonas, a menção de Seol não está relacionada à aflição dele nem à profundidade marítima em que ele se encontrava, e sim à possibilidade de o ventre do peixe tornar-se a sua sepultura. Sabemos disso porque Jesus Cristo relacionou a situação de Jonas com a sua real SEPULTURA nos três dias que esteve morto:

Mateus 12:40: “Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra.”

Já no caso da estória do Rico e o Lázaro em Lucas 16:23, o próprio contexto mostra que se trata de uma PARÁBOLA, uma história fictícia visando esclarecer um assunto. Isso é manifestado de forma clara porque os mortos não têm consciência (Ecl. 9:5, 10) e, portanto, não podem conversar; uma única gota de água não sacia a sede e, além disso, com o extremo calor, esta  gota de água se evaporaria antes de chegar à língua do Rico; ademais, a alma (no conceito da cristandade) não tem língua, nem dedo, nem bebe água. O erudito George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história é “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”.[1] O sacerdote católico Anthony Kosnik disse:

“Na Bíblia, o homem nunca é apresentado como combinação de ‘corpo-alma’. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o homem é sempre considerado como totalidade. . . Ainda mais – esta totalidade de corpo-alma era considerada como essencialmente mortal. Não há alma imortal para sobreviver ou continuar.”

O teólogo protestante Esequias Soares disse: “A Bíblia fala de pessoas que tinham sepulcros, qéver (Gên. 50.5), mas nunca encontramos nela que alguém fosse proprietário do seol.” Por que ele disse isso? Porque qéver é um túmulo de um “proprietário” e o seol é o “coração da terra” onde Jesus esteve sem vida – a sepultura em comum da humanidade. Muitos também foram sepultados no fundo de oceanos, por causa de maremotos ou afundamentos de embarcações. Por isso que o seol (hades ou inferno) nunca foi um “portal” para o além-túmulo! Do mesmo modo, além de qever que pode ser também um cemitério (Je 26:23), existe a palavra qevuráh, que é uma cova na terra ou um túmulo escavado em rocha. (Gên. 35:20; 1Sa 10:2) Nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra grega táfos (sepulcro; Mat. 27:61) e as palavras mnéma (túmulo; Mar. 15:46) e mnemeíon (túmulo memorial; Luc. 23:55) são diferentes da palavra hades, a equivalente grega de seol (hebraico). Aceitando a Bíblia no seu contexto e revelação, nunca iremos nos desviar com falsos ensinos!

Samuel Peake, no Léxico Compendioso do Hebraico, declara que seol é “o receptáculo comum ou região dos mortos; chamado assim por causa da insaciabilidade da sepultura, a qual como que sempre pede ou quer mais”. (Cambridge, 1811, p. 148) Isto indica que o seol (hades ou inferno) é o lugar que pede ou exige todos sem distinção – os bons e os maus -, porque recebe em si os mortos da humanidade. (Gên. 37:35; Pr 30:15,16) Embora hoje o termo “sepultura” seja entendido como se aplicando a uma escavação na terra como lugar para enterrar os mortos, o método comum de sepultamento entre os hebreus era mesmo o de usar uma caverna natural ou um sepulcro escavado em rocha, ou cripta mortuária. Desta maneira táfos (grego: sepulcro; Mat. 28:1), e a forma verbal “thápto”, significa “enterrar” ou “sepultar”. (Mat. 8:21,22) Táfos também não serve de desculpa teológica para um “portal da eternidade”.

Críticos e opositores católicos e evangélicos também insistem em dizer que alguns livros da Bíblia não foram “inspirados por Deus”, como no caso de Eclesiastes capítulo 9, que diz que os mortos estão inconscientes. Dizem que Salomão ao escrever este livro estava sem o espírito santo. Outros dizem que Salomão tinha uma visão limitada das coisas. Mas a própria Bíblia diz o contrário: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar. . .” (2 Ti 3:16) Fernando Galli, evangélico e bacharel em teologia, escreveu: “Pois os que partem para o outro mundo nada mais tem a ver com este, segundo a Bíblia (Eclesiastes 9:3-11)” Este “outro mundo” ou “outra terra” é chamado na Bíblia de Seol. A Wikipédia, A Enciclopédia Livre diz sobre Seol:

“Ele é descrito como uma região “escura e profunda”, “a cova”, e “a terra do esquecimento” e a interrupção da vida. Uma teoria é que o Sheol é conectado ao sa‘al, a raiz da palavra que significa “enterrar” e é, portanto, relacionada ao termo su‘al, isto é, “raposa” ou “enterrador”.”

No livro citado por Fernando Galli vemos: “Tudo o que te vem à mão para fazer, faze-o conforme a tua capacidade, pois, no Xeol [Seol] para onde vais, não existe obra, nem reflexão, nem conhecimento e nem sabedoria.” – Eclesiastes 9:10, Bíblia de Jerusalém.

Outra evidência bíblica a favor desta explicação, é o que Paulo disse em Hebreus 6:20 que Cristo foi o “precursor” ao entrar no domínio celestial. Ninguém mais, antes de Cristo, “ascendeu ao céus”. (Jo 3:13) Romanos 5:12 diz que “a morte se espalhou a todos os homens”. E nisto se inclui também Enoque! Nem mesmo Davi foi para o céus. Atos 2:34 diz: “Daví não ascendeu ao céus. . .” Ninguém tinha perspectiva de vida nos céus antes da ceia realizada por Cristo Jesus. Hebreus 10:19,20 diz: “Visto que temos denodo para com o caminho de entrada no lugar santo, pelo sangue de Jesus, que ele inaugurou para nós como caminho novo e vivente.” Cristo foi aquele que “inaugurou” a entrada para o céus.

“Somente através do contato dos judeus com o pensamento persa e grego surgiu a ideia de uma alma desencarnada, tendo sua própria individualidade” – Enciclopédia Judaica, 1941, tópico “Alma”.

Isto explica por que Jesus disse que Lázaro estava ‘dormindo’. (Jo 11:11-13) Na verdade Lázaro estava morto (em total inconsciência) e não em um domínio além-túmulo – ele não atravessou um “portal do além” para ficar com Deus. Caso estivesse no céus, será que Jesus iria trazê-lo de volta a vida para morrer como homem imperfeito novamente, se ele estivesse na bem aventurança celestial? É claro que não! Isto esta em perfeito entendimento com Atos 26:23 onde Lucas descreveu que Cristo foi o “primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos”, obviamente para a vida celestial – note que para Jesus estar lá teve que ser ressuscitado dos mortos. Teria Jesus realmente inaugurado a entrada no céus? A Concordância do Grego de Strong verte a palavra grega “pródromos” como significando “precursor” ou alguém que “vai primeiro”. Portanto, isto dá total apoio a ideia da palavra grega como significando “inaugurou”.

Para defender a doutrina pagã da imortalidade da alma, o sr. Jamierson disse que “o corpo dorme” na morte e uma consciência ativa continuaria a existir através do “portal da eternidade”. Já vimos que não há base bíblica para este “portal” espírita. Para defender sua teologia antibíblica ele citou Mateus 27:51, 52. Onde, diz ele, ocorreu uma ressurreição dos “corpos dos mortos”, para tentar provar que o que “dorme na morte”, não é a alma morta – a pessoa sem vida -, mas o corpo. Já vimos que a alma vivente depois de morta não esta mais consciente, pois sua psique – sua mente – foi desativada. Mas aconteceu  de fato uma ressurreição em Mateus 27:51, 52? Vamos comparar em três traduções:

“. . . a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.” – Bíblia Ave Maria.

“. . . a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados.” – Almeida Atualizada.

“. . . a terra tremeu e as rochas se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos que tinham adormecido foram levantados.” – Novo Mundo.

Sabemos que a expressão “dormir” esta ligada ao descanso da morte. (João 11:11) Mas o que o contexto bíblico de Mateus indica? Os corpos dos santos foram ressuscitados? Ateus zombam desta posição das igrejas da cristandade, inclusive chamando de “a noite dos mortos vivos”. Usam essa passagem para atacar a Bíblia como falsa! Porém, isso vai contra a historicidade de Jesus e contra a confiabilidade dos Evangelhos, afinal, como pode uma ressurreição em massa de gente das tumbas passar despercebida pelo povo da época? Silêncio histórico nas fontes judaicas e romanas sobre o maior milagre já ocorrido?

No entanto, a Bíblia não relata nenhum impacto causado pela suposta ressurreição dos santos. Seria de se esperar tal impacto; afinal, não se trata de pessoas comuns, mas de “santos” – pessoas especialmente fiéis do passado, talvez dentre os profetas e outros justos. Estes santos naturalmente seriam agregados ao recém-formado cristianismo, participando com os demais cristãos em divulgar o evangelho. (Atos 1:8) Imagine o impacto que isso teria na expansão do cristianismo e como evidência do messiado de Jesus! Com certeza o livro dos Atos dos Apóstolos não deixaria de registrar isso. Contudo, há um total silêncio nesse respeito.

Outro fator a considerar é a fraseologia usada em Mateus 27:51, 52. O texto não diz que os “santos que dormiam foram ressuscitados” (Almeida) – como interpretam –, mas sim que “muitos corpos dos santos que tinham adormecido foram LEVANTADOS”. (Novo Mundo) Ficaria doutrinalmente incorreto dizer que os corpos foram ressuscitados. Por quê? Porque a Bíblia mostra que não é o corpo, e sim, a alma (a pessoa) que recebe a ressurreição. Podemos ver isso no texto de Atos 2:27, que é uma citação do Salmo 16:10:

  • ??? ??? ????????????? ??? ????? ??? ??? ????
  • hóti ouk egkataleípseis tèn psykhén mou eis háden
  • porque não deixarás a alma minha no hades. – At 2:27.

“Hades” é tradução grega da palavra hebraica “Seol”, usada no Salmo 16:10. E as Escrituras Hebraicas (“Velho Testamento”) concordam que a alma é que é ressuscitada:

“No entanto, o próprio Deus remirá a minha alma da mão do Seol.” – Salmo 49:15.

Na Bíblia, a alma é o ser vivo. No caso dos humanos, é a própria pessoa, com todas as características físicas e mentais. Veja os textos abaixo:

“E Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.” – Gênesis 2:7.

“Até mesmo está escrito assim: ‘O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente.’” – 1 Coríntios 15:45a.

Tais textos declaram de forma explícita que a alma é o próprio homem – o ser humano – como ser vivo. (A palavra “alma” também é aplicada a animais. Veja Gênesis 1:20 na Al e Levítico 11:46 na ALA.) No texto do “Novo Testamento”, alma significa “vida” como criatura ou ser. Observe a comparação de traduções de Mateus 16:25:

“Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.” – Novo Mundo.

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. – Almeida Corrigida Revista e Fiel.

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.” – Bíblia Ave Maria.

Alma e corpo são coisas distintas quanto ao significado, embora interdependam biologicamente um do outro para a existência do ser vivo. Os seguintes textos corroboram isso:

“Por esta razão eu vos digo: Parai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer ou quanto a que haveis de beber, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. Não significa a alma mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário?” – Mateus 6:25.

“Temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” – Mateus 10:28b.

O cumprimento do Salmo 16:10 na ressurreição de Cristo mostra que foi realmente sua alma – vida como ser – que foi ressuscitada:

“[Davi] previu e falou a respeito da ressurreição do Cristo, que ele [a pessoa de Cristo e não seu corpo] nem foi abandonado no Hades, nem viu a sua carne a corrupção.” – Atos 2:31.

Refutação e Conclusão

Tendo em vista o estudo acima, tanto as evidências linguísticas quanto as contextuais convergem para a interpretação de que:

1)  Não houve ressurreição de pessoas (almas) fiéis pré-cristãs;

2)  As pessoas que entraram em Jerusalém após a ressurreição de Cristo não eram os “corpos dos santos” que foram levantados;

3)  A Tradução do Novo Mundo está correta em sua versão de Mateus 27:52, 53 (LEVANTADOS).

Mas, em que sentido os corpos de servos de Deus pré-cristãos foram levantados? Que evidências adicionais poderiam ser apresentadas de que não houve de fato ressurreição por ocasião da morte de Cristo? O verbo grego egeíro, que significa “levantar”, nem sempre se refere a uma ressurreição. Entre outras coisas, ele pode também significar “levantar para fora” de uma cova ou “levantar-se” do chão. (Mateus 12:11; 17:7; Lucas 1:69) O tremor ocorrido por ocasião da morte de Jesus abriu túmulos, expondo corpos sem vida. Ocorrências dessa natureza durante terremotos foram registradas no segundo século EC pelo escritor grego Aelius Aristides, e, mais recentemente, em 1962, na Colômbia.

É importante citar também um tremor de terra que abalou as cercanias da terra de Jesus em 1927, e que fendeu o Monte das Oliveiras. Esta ocorrência foi confirmada por registros arqueológicos,  que “em 1927 um tremor de terra abalou a Palestina”.[2] Este modo de encarar o ocorrido harmoniza-se com ensinos bíblicos. Em 1 Coríntios, capítulo 15, o apóstolo Paulo apresenta provas convincentes da ressurreição, mas não menciona de modo algum Mateus 27:52, 53. O mesmo fazem todos os outros escritores da Bíblia. (Atos 2:32, 34) Os corpos levantados por ocasião da morte de Jesus não podiam ter tornado a viver, pois, no terceiro dia depois disso, Jesus se tornou “o primogênito dentre os mortos”. – Colossenses 1:18.

A verdade é, descreve-se a abertura de túmulos pelo terremoto e a exposição de cadáveres sepultados. Por exemplo, o erudito alemão Theobald Daechsel propõe a seguinte tradução: “E os túmulos se abriram, e muitos corpos dos santos, sepultados, foram levantados.” Outro fato importante que evangélicos e católicos se esquecem, prometeu-se aos cristãos ungidos, também chamados “santos”, terem parte na primeira ressurreição durante a presença de Cristo, mas não no primeiro século. – 1 Tessalonicenses 3:13; 4:14-17.

“Quem foram aqueles que “entraram na cidade santa” um bom tempo depois, a saber, após Jesus ter sido ressuscitado? Conforme vimos, os corpos expostos continuaram sem vida, de modo que Mateus deve referir-se a pessoas que visitaram os túmulos e levaram a Jerusalém as notícias do que acontecera. Assim, o modo como a Tradução do Novo Mundo verte o texto [levantados] aprofunda o entendimento da Bíblia e não confunde os leitores no que concerne à ressurreição.” – Revista A Sentinela, 01 de setembro de 1990.

Pastores evangélicos insistem em pregar o espiritismo demoníaco. A nova Tradução João Ferreira de Almeida Século 21, agora participa com eles em divulgar esta doutrina contrária ao Cristo!  Na Conferência Missionária Evangélica realizada em 2014, que visava tratar do grande crescimento das Testemunhas de Jeová, e da ineficiência do trabalho da evangelização evangélica e suas igrejas, o sr. Jamierson Oliveira, conferencista, pergunto a assistência: “Quantos aqui já foram visitados pelas Testemunhas de Jeová? Vejo que todos os irmãos! Mas sabe por quê? De todas as cidades do Brasil com mais de dois milhões de habitantes, as Testemunhas de Jeová já visitaram todas as casas três vezes. . . casa por casa! O seu vizinho que nunca ouviu falar de Jesus, já viu a literatura do Reino de Deus segundo o Corpo Governante.”

Os verdadeiros cristãos fariam este trabalho de evangelização: “Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa.” – Atos 20:20, Almeida.

Há um vídeo na internet sendo vendido por uma escola evangélica sobre este assunto. Nele se faz uma demonstração de como desmentir uma Testemunha de Jeová ensinando sobre este “portal da eternidade”. Mas uma maneira de arrancar dinheiro de pessoas incautas e com sede da verdade da Bíblia!

Fiquem atentos!

Traduções da Bíblia usadas nesta pesquisa:

  • Bíblia de Jerusalém em letras pequenas.
  • João Ferreira de Almeida Plenitude.
  • João Ferreira de Almeida Atualizada.
  • Bíblia Ave Maria.
  • Nova Bíblia Viva.
  • Tradução do Novo Mundo.

[1] O Novo Dicionário da Bíblia, São Paulo: Vida Nova, 1962, vol. 1, p. 512.

[2] A Bíblia Disse a Verdade, Ed. Itatiaia Limitada, 1958, pp. 19, 134.

Fernando O Cézar

 

Share this post


Link to post
Share on other sites






×
×
  • Create New...

Important Information

Terms of Service Confirmation Terms of Use Privacy Policy Guidelines We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.